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Maior expectativa de vida aumenta tempo das mulheres na pós-menopausa; veja sintomas e como preveni-los

Sete a cada dez mulheres relatam pelo menos um sintoma da síndrome geniturinária da menopausa, explicam ginecologistas do Hospital do Servidor de SP

21/03/2026 11h16
Por: Postagem Fonte: Secom SP
Maior expectativa de vida aumenta tempo das mulheres na pós-menopausa; veja sintomas e como preveni-los

Cada vez mais brasileiras devem lidar com secura vaginal e dor na relação sexual nos próximos anos. Com o aumento da expectativa de vida, as mulheres viverão mais na pós-menopausa e, por isso, por mais tempo com essas questões. Os sintomas são relatados por até sete a cada dez mulheres que param de menstruar, explicam os ginecologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo. O problema ocorre pela redução natural dos níveis de estrogênio após os 45 anos de idade.

Secura vaginal, dor na hora da relação sexual, urgência e aumento da frequência para urinar, infecção urinária de repetição, além de ardor, queimação e coceira na vagina são sintomas clássicos da síndrome geniturinária da menopausa ou síndrome urogenital. O problema é comum entre as mulheres que estão na menopausa, devido à diminuição da quantidade de estrogênio no sangue. Porém, pode ocorrer também no climatério, amamentação ou durante tratamento de bloqueio hormonal, comum entre pacientes oncológicas.

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Apesar de encarada como um processo natural do envelhecimento feminino, a síndrome geniturinária da menopausa é um quadro tratável. O problema prejudica o bem-estar integral da mulher, porque os incômodos e questões físicas influenciam na rotina, como infecções de repetição, dores e possíveis escapes de urina. Também impacta na vida emocional. A dor na relação sexual pode tornar o sexo desprazeroso e impactar na satisfação, autoestima e relacionamento dessa mulher.

A síndrome geniturinária pode ser tratada com o uso de hidratantes e lubrificantes vaginais, além de orientações comportamentais e sexuais, para lidar com questões que impactam a vida afetiva. Também pode ser usada terapia hormonal local com estrogênio ou sistêmica no combate das sensações desconfortáveis e infecções vaginais. Outra alternativa é a fisioterapia do assoalho pélvico para controlar a ida ao banheiro e os escapes de urina.

O diretor do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual, Dr. Marcelo Antonini, explica que o HSPE sai na frente no tratamento da síndrome, pois elabora intervenções personalizadas para cada paciente. “É pouco comum, mas extremamente vantajoso o uso de laser íntimo, como opção não hormonal. As pacientes sentem menos efeitos colaterais e benefícios em pouco tempo”, comenta.

A síndrome urogenital é inevitável, porém algumas práticas podem ajudar reduzir a progressão e o impacto dos sintomas. Para isso, os especialistas indicam:

• Realizar acompanhamento ginecológico regular;
• Uso precoce de hidratantes vaginais quando indicado;
• Manter atividade sexual, quando desejada;
• Evitar produtos irritantes e duchas vaginais;
• Tratar os sintomas iniciais precocemente.

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