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Primeiro a filha, depois o neto: treinadora que trabalhou com Maurren Maggi quer estender legado no atletismo

Desde os anos 2000, Tânia Moura é coordenadora técnica do Centro de Excelência de São Bernardo do Campo, equipamento mantido pela Secretaria de Esp...

29/03/2026 12h08
Por: Postagem Fonte: Secom SP
Tânia e Larissa com o pequeno Noah, em frente ao Centro de Excelência de São Bernardo do Campo. Foto: Matheus Candeloro
Tânia e Larissa com o pequeno Noah, em frente ao Centro de Excelência de São Bernardo do Campo. Foto: Matheus Candeloro

Na família Moura, o atletismo passa de geração pra geração. Tânia e Nélio foram atletas e hoje são treinadores consagrados. Larissa, a filha do casal, é técnica desde os 22 anos. A missão agora é conduzir o pequeno Noah, de apenas 1 ano e 8 meses, para o mesmo caminho.

A matriarca Tânia é uma referência no atletismo feminino brasileiro. Depois de aposentada, tornou-se técnica, sendo uma das primeiras mulheres a ocupar a função no país. Ela esteve à frente de seleções nacionais em cinco Olimpíadas e ajudou a lapidar atletas do gabarito de Maurren Maggi, campeã olímpica no salto em distância em Pequim-2008. Desde os anos 2000 é coordenadora técnica do Centro de Excelência de São Bernardo do Campo, equipamento mantido pela Secretaria de Esportes do Estado de SP.

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“Acho que, de alguma maneira, posso me considerar uma pioneira pelo fato de ter conseguido trabalhar com técnica em todos os grandes torneios internacionais. Sou a única treinadora no Brasil a ter medalhas mundiais e olímpicas em todas as categorias, do sub-18 ao adulto. Fico muito feliz em ver tantas mulheres trabalhando hoje em dia no atletismo”, diz Tânia.

O talento nas pistas foi passado por osmose para a filha, Larissa. Mas a pupila não quis alargar a carreira nos 100 metros com barreiras. Em 2016, ela se formou em Educação Física e iniciou a transição para o cargo de treinadora. Quis o destino que ela compusesse a comissão técnica do Centro de Excelência com sua mãe.

“Me formei e comecei a assumir o posto de auxiliar, principalmente quando meus pais estavam viajando com a seleção. A transição de carreira foi bem suave”, afirma Larissa, que realiza todos os dias o sonho de trabalhar em parceria com a sua maior incentivadora. “Trabalhar ao lado da minha mãe é um sonho. Ela é a minha maior referência, dentro e fora das pistas. É sempre a ela que recorro quando preciso de um conselho profissional.”

O legado dos Moura ainda deve durar mais alguns anos. Noah, filho de Larissa, é figurinha carimbada nos treinos da mãe e da avó. Ele aproveita a pista livre para ensaiar arrancadas e arremessos.

“O Noah já caminha pela pista e interage com os atletas. Ele até imita arremessos e lançamentos. Mas o mais importante é ele ter múltiplas experiências esportivas para depois escolher uma modalidade”, explica Tânia.

A dois anos de mais uma Olimpíada, Tânia redobra os esforços para cravar o maior número possível de atletas do Centro de Excelência em Los Angeles. “Um dos grandes objetivos que tenho é desenvolver um futuro medalhista olímpico.”

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