Às vésperas do encerramento do período úmido 2025/2026, nesta terça-feira (31), a economia de água no estado de São Paulo já chegou a 151 bilhões de litros desde agosto do ano passado. O volume é resultado de uma estratégia integrada que combinou gestão de pressão, reforço operacional e um pacote de 28 obras estruturais, voltadas a ampliar a segurança hídrica e a regularidade do abastecimento na capital e na Grande São Paulo.
As intervenções — que incluem ampliação de estações de tratamento, novas estações de bombeamento, tubulações e válvulas de controle — já têm 10 obras concluídas e somam R$ 112,7 milhões em investimentos. O foco são as regiões mais vulneráveis, especialmente as zonas altas, onde a topografia dificulta a chegada da água.
Nessas áreas, a Sabesp intensificou a instalação de sistemas de bombeamento, manobras de direcionamento de fluxo e, quando necessário, o apoio com caminhões-pipa. Esse conjunto de ações permite uma gestão mais precisa da rede: enquanto a pressão nas tubulações principais é reduzida durante a noite, os sistemas locais garantem o abastecimento nas regiões mais elevadas, assegurando maior eficiência e preservação dos mananciais.
As obras e ações operacionais beneficiam bairros periféricos da capital, como Cangaíba, Capão Redondo, Ermelino Matarazzo, Guaianazes, Itaim Paulista, Itaquera, Jardim Ângela, Jardim São Luís, Parque Bologne, Parque do Carmo, Parque Edu Chaves e Parque Savoy, além de municípios como Arujá, Carapicuíba, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Osasco, Ribeirão Pires, Salesópolis, Santo André, Suzano e Taboão da Serra.
Além da ampliação da infraestrutura, a Sabesp vem intensificando o combate a perdas. Entre outubro de 2025 e março de 2026, foram economizados 31 bilhões de litros de água, com mais de 60 mil manutenções preventivas e substituições de equipamentos e inspeções em mais de 17 mil quilômetros de rede. O volume recuperado equivale a 1.000 litros por segundo adicionais no sistema, ou o enchimento de duas caixas-d’água por segundo.
O impacto positivo também vem da gestão de pressão noturna, medida determinada pela Arsesp para enfrentar o cenário de estiagem e variabilidade climática. A economia alcançada, de 120 bilhões de litros — suficiente para abastecer por um mês cidades como São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Mauá e Cotia —, reflete um esforço operacional contínuo, coordenado e de grande escala.
Como complemento às ações estruturais, a Companhia ampliou o programa Reserva Certa, voltado à instalação gratuita de caixas-d’água para famílias de baixa renda (Tarifas Social e Vulnerável). Desde o início do programa, mais de 1.000 famílias já foram atendidas, e outras 165 estão em fase de instalação. A iniciativa garante autonomia de abastecimento por até 24 horas, conforme a norma técnica NBR 5626.
Paralelamente, a Sabesp segue avançando em obras estruturantes de grande porte, como a transposição Billings–Taiaçupeba e a modernização das estações de tratamento de água Baixo Cotia, Rio Grande e Alto da Boa Vista, além da implantação de 25 novos reservatórios pulmão, que irão ampliar ainda mais a capacidade de armazenamento e a segurança hídrica da Região Metropolitana.
Com o encerramento do período úmido, a Sabesp entra na fase de poucas chuvas com um sistema mais preparado e resiliente. As obras, o combate a perdas e o incentivo à reservação domiciliar formam um conjunto de ações que permitem reduzir impactos na rotina da população e garantir maior segurança hídrica para os 22 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo.
Ao mesmo tempo, a Companhia reforça a importância da colaboração da população no uso consciente da água, essencial para atravessar o período seco com responsabilidade e equilíbrio.
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