Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) localizaram, nesta quarta-feira (1º), uma fábrica de bebidas alcoólicas falsificadas responsável por abastecer comerciantes do interior de São Paulo. O armazém funcionava em Limeira, onde a responsável do local acabou sendo presa.
A ação ocorreu durante a quarta fase da Operação Poison Source, conduzida pela 1ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar). Na etapa anterior, realizada na região de Rio Claro , a análise de dados extraídos de celulares apreendidos indicou que bebidas comercializadas em uma adega da cidade tinham origem em uma fábrica clandestina em Limeira.
Com base nas informações reunidas no inquérito, os investigadores deflagraram uma nova ação para desarticular o esquema. No local, uma idosa de 70 anos, apontada como responsável pela fábrica, foi presa.
Segundo a Polícia Civil, o marido dela já cumpre pena em regime semiaberto por crimes tributários e contra o patrimônio.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em Limeira e um em Piracicaba.
O caso foi registrado na 1ª Divecar. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o esquema de falsificação de bebidas.
A primeira fase da Operação Poison Source, em outubro do ano passado, resultou na prisão de um dos principais fornecedores de insumos utilizados na falsificação de bebidas alcoólicas no país, na zona norte da capital paulista. Na ocasião, foram apreendidos rótulos, tampas, caixas e selos falsificados de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outros dois homens foram presos e, nos municípios de Nova Iguaçu (RJ) e Goiânia (GO), foram localizados depósitos de garrafas utilizados para abastecer fornecedores de bebidas alcoólicas falsificadas.
Já a segunda fase foi realizada em novembro com o cumprimento de 21 ordens judiciais nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Pernambuco, resultando na prisão de cinco pessoas e na apreensão de materiais utilizados na adulteração e distribuição das bebidas.
Na terceira, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de São Paulo, no município de Rio Claro. Os endereços eram a residência do principal investigado, uma adega mantida por ele na cidade, e um sítio onde funcionaria uma indústria clandestina de bebidas alcoólicas falsificadas. Dois suspeitos foram presos em flagrante pela fabricação ilegal das bebidas.
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