O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo conta com um protocolo de dor torácica próprio para identificar infarto em até 10 minutos. As diretrizes são essenciais para promover a segurança e o melhor atendimento do paciente. As condutas foram elaboradas pelas equipes do Pronto-Socorro e de Gestão de Risco e Qualidade do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE). O protocolo traz agilidade e precisão do diagnóstico do problema cardíaco.
O protocolo de dor torácica do Iamspe foi elaborado pelo cardiointensivista e diretor do PS, Dr. Werlley Januzzi, junto à equipe de atendimento de urgência e emergência e de Gestão de Risco e Qualidade, em 2025. O paciente com queixa de dor no peito passa por um fluxo de atendimento específico, sendo direcionado à sala de avaliação com especialista de plantão, equipada com dispositivo para radiografia de tórax com apoio de inteligência artificial e ecocardiografia point of care à beira-leito.
As diretrizes do protocolo de dor torácica do Iamspe também agilizam o diagnóstico doenças que exigem intervenção ágil, como: ar na membrana pleura do pulmão, que pode comprimir o órgão, pneumotórax; presença de coágulo sanguíneo em artérias pulmonares, embolia pulmonar; acúmulo de líquido na membrana cardíaca, tamponamento cardíaco; e rompimento da artéria aorta, dissecção de aorta.
O diretor do PS e cardiointensivista do Iamspe, Dr. Werlley, aponta também a integração com o laboratório de hemodinâmica para a avaliação rápida e adequada dos pacientes com dor torácica. “Ao integrar diferentes ferramentas diagnósticas logo na admissão, construímos, em poucos minutos, uma leitura fisiopatológica mais completa do paciente. Isso qualifica a tomada de decisão clínica e impacta diretamente nos desfechos”, comenta.
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo conta com uma equipe multidisciplinar para a elaboração de protocolos próprios para atendimento médico na instituição. Em 2025, os profissionais elaboraram diretrizes específicas para assistir pacientes com quadro de dor torácica, acidente vascular cerebral (AVC), sepse e intoxicação por metanol, além de atualizar as diretrizes para evitar lesões por pressão.
A enfermeira responsável pela equipe de Gestão de Risco e Qualidade do Iamspe, Juliana Rosa e Silva, pontua a importância do apoio de uma equipe com profissionais de diferentes formações na criação de novos protocolos. “Com base no que existe de mais atual em pesquisas científicas e boas práticas de saúde em cada especialidade médica, o time se empenha em criar modelos que possam padronizar a assistência. O objetivo é melhorar cada vez mais o cuidado com o paciente”, conclui.
São realizados encontros trimestrais no Iamspe entre as lideranças responsáveis por desenvolver os novos protocolos e demais profissionais assistenciais (médicos e enfermeiros) para compartilhamento e orientação das novas diretrizes.
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