O 13° EuRiso – Encontro Internacional de Palhaços foi encerrado no último domingo (19) com grande sucesso de público na lona instalada na Praça da Matriz, em Fernandópolis. Iniciado na quinta-feira, dia 16 de julho, o festival contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura de Fernandópolis.
Segundo os organizadores, a audiência deste ano superou a marca de 2025, quando cerca de 10 mil pessoas prestigiaram as atrações. A expansão do evento se refletiu nos números: foram 31 espetáculos comandados por 60 artistas do Brasil e do exterior, que ocuparam a praça central, o Teatro Municipal e diversos outros espaços urbanos.
A noite de encerramento, no domingo, foi coroada com a apresentação do espetáculo “Compilação Circo Suno”, encenado pelo Grupo Suno, de Campinas. No sábado (18), a programação internacional já havia encantado a cidade com duas grandes atrações. Primeiro, o peruano Tomás Carreño subiu ao palco do Teatro Municipal e interagiu intensamente com a plateia em “Estas Calças Não São Minhas Calças”.
Mais tarde, com a lona da praça completamente lotada, o argentino Sebastian Godoy divertiu famílias e crianças com a performance “Yo Yo”. Outro destaque aplaudido do encontro foi a atriz Fernanda Pimenta, que cativou o público com a montagem “Malagueta na Labuta”.
Além das apresentações fixas, o ponto alto da interatividade popular ocorreu no sábado com a tradicional "palhaceata". Durante o cortejo, os palhaços e artistas desfilaram fantasiados pelo centro de Fernandópolis, parando o trânsito e espalhando alegria pelas ruas.
Para além do entretenimento, o EuRiso consolidou-se como um polo de aprendizado e fomento à cultura circense nacional. Ao longo dos quatro dias, os participantes trocaram experiências valiosas em oficinas e debates. O artista Tomás Carreño, que também leciona teatro em uma universidade católica de Lima, enfatizou sua paixão pelo ensino e destacou uma transformação importante no setor: com o fim do uso de animais em circos, os palhaços reassumiram o protagonismo absoluto dos espetáculos. Essa evolução ficou evidente na estrutura do EuRiso, onde o picadeiro tradicional deu lugar ao palco, promovendo uma fusão orgânica com a linguagem teatral.

Rafael Guerra de Aquino, coordenador do evento há 13 edições, reforçou o valor histórico e contemporâneo do palhaço. Ele relembrou a era dourada de grandes mestres e companhias que marcaram a América Latina — como Orlando Orfei, Tihany, Vostock e Garcia —, apontando que o papel do palhaço mudou drasticamente. Antes escalado apenas para preencher o tempo entre as montagens de estruturas pesadas, como o Globo da Morte, o palhaço hoje retoma sua força artística central, brilhando de forma independente e conectando-se diretamente com o coração do público.
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