A partir das 19h de sábado (1º), o Teatro Aracy Balabanian, será palco do espetáculo Africanidades – O Chamado dos Tambores, terceira edição do show da Banda BatuqueCanta. O projeto é um dos contemplados pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) através da Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
Mais do que uma atração cultural, o evento consolida o impacto social dos investimentos públicos na cultura do município. Jovens e adolescentes que iniciaram a trajetória em oficinas sociais gratuitas assumem agora o palco como músicos profissionais remunerados, demonstrando a força do fomento municipal na inclusão produtiva e na cidadania.
“A Banda BatuqueCanta nasceu dentro de uma instituição social, mas construiu um trabalho de qualidade artística e técnica que merece reconhecimento profissional. Nosso objetivo é ampliar a circulação do espetáculo e fortalecer uma cadeia cultural capaz de gerar renda para os artistas e sustentabilidade para o Instituto. Cultura também é trabalho, desenvolvimento e transformação social”, afirma a produtora cultural Thathy D’Meo.
Cidadania e sustentabilidade sonora
O repertório inédito, composto pela educadora e cantora Professora Rô, reflete o amadurecimento dos músicos e aborda temas fundamentais para a sociedade, como pertencimento, dignidade e combate às desigualdades.
“É gratificante ver essas crianças se tornarem adultos apaixonados pela cultura afro-brasileira, rompendo com o eurocentrismo que historicamente nos foi imposto. Cada batida dos tambores é um convite à vida, à consciência e à transformação. Hoje já são mais de vinte composições que falam sobre pertencimento, dignidade e a importância das vidas negras”, destaca a Professora Rô.
Todos os instrumentos de percussão tocados no show são construídos a partir de baldes e tonéis recicláveis, unindo economia circular e excelência sonora. No palco, canções autênticas como “Racismo Velado” propõem ao público um diálogo direto sobre respeito e igualdade no cotidiano.
“A nossa sociedade prefere fingir que não há racismo para não enfrentar esse problema. Corpos negros continuam sendo violentados, excluídos e inferiorizados estética e culturalmente. ‘Racismo Velado’ é um convite para pensarmos no Brasil que queremos construir. É o nosso grito de indignação e também um chamado à revolução”, ressalta a educadora.
Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), com aquisição disponível na plataforma Sympla ou por telefone.
Serviço
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