Quinta, 27 de Agosto de 2026 19:12
17996055454
Polícia Crime

Professor de futsal é preso durante investigação de crimes sexuais contra adolescentes

Operação da DDM começou após denúncia envolvendo três vítimas e resultou na apreensão de aparelhos eletrônicos do investigado

27/08/2026 17h22
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação
Professor de futsal é preso durante investigação de crimes sexuais contra adolescentes

Uma investigação da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5, por meio da 3ª equipe da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), identificou integrantes de uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias e resultou na condenação de quatro pessoas pela Justiça de São José do Rio Preto. A sentença foi proferida nesta terça-feira (25), pela 4ª Vara Criminal da Comarca.

Foram condenados L.F.V.S., C.C.M., E.S.Q. e I.C.C. Cada um recebeu pena de 8 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 22 dias-multa, pelos crimes de estelionato eletrônico e organização criminosa.

Continua após a publicidade
Anúncio

De acordo com a decisão judicial, o grupo mantinha uma estrutura organizada, com funções distribuídas entre os integrantes e atuação direcionada à prática de fraudes eletrônicas.

Golpe contra médica movimentou R$ 1,37 milhão

As investigações tiveram início após um golpe aplicado em 28 de agosto de 2024 contra uma médica de Rio Preto. A vítima recebeu uma ligação de criminosos que se apresentaram como funcionários de uma instituição bancária.

Durante a conversa, os golpistas afirmaram que uma suposta operação da Polícia Federal investigava um “hackeamento” de contas. Para aumentar a credibilidade da abordagem, utilizaram informações verdadeiras sobre a vítima e sobre sua movimentação financeira.

Convencida de que precisava proteger o próprio dinheiro, a médica realizou uma transferência de R$ 1,37 milhão para contas controladas pelos criminosos. Após o recebimento, o dinheiro foi distribuído entre diferentes contas, em uma estratégia que, segundo a investigação, buscava dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores.

A estratégia utilizada pelo grupo chegou a incluir o envio de um carregador de celular ao hospital onde a médica trabalhava. A vítima havia informado que a bateria do aparelho estava acabando, e os integrantes providenciaram o acessório para mantê-la em contato durante as movimentações financeiras. A investigação apontou que um dos integrantes comprou o carregador.

Gerentes bancários teriam facilitado movimentações

Entre os elementos analisados pela Justiça está a participação de dois gerentes bancários, apontados como responsáveis por facilitar a movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.

Segundo as provas analisadas no processo, L.F.V.S. e C.C.M. mantinham contato com integrantes da organização e atuavam para viabilizar transações bancárias, inclusive mediante o recebimento de vantagem ilícita.

No caso envolvendo a médica, os dois teriam recebido R$ 100 mil pela atuação na liberação e movimentação do dinheiro. O pagamento foi direcionado para uma conta indicada por um dos gerentes.

A investigação também encontrou conversas e registros indicando que o relacionamento entre os gerentes e outros integrantes do grupo já existia antes do crime. Para a Justiça, os elementos afastaram a possibilidade de uma participação isolada ou ocasional e demonstraram a existência de uma estrutura estável, com divisão de funções e atuação voltada à prática reiterada de fraudes.

Análise de celulares ajudou a identificar envolvidos

O trabalho da Deic avançou a partir da análise de dados bancários, celulares, documentos, registros de transações e conversas mantidas pelos investigados. A perícia dos aparelhos permitiu identificar novos envolvidos e estabelecer conexões entre diferentes núcleos da organização.

Relatórios produzidos durante a investigação e provas periciais foram considerados pelo Judiciário na análise da materialidade e da autoria dos crimes.

Segundo a investigação, os integrantes desempenhavam funções específicas dentro do esquema. Havia pessoas responsáveis pela obtenção e utilização de empresas e contas bancárias, outras encarregadas de selecionar vítimas e articular os golpes, além de integrantes que intermediavam o contato com os executores e pessoas responsáveis por facilitar a movimentação dos recursos.

O levantamento apontou ainda que o grupo já havia obtido mais de 50 CNPJs utilizados para a prática de crimes, evidenciando a dimensão da estrutura investigada.

Justiça reconhece organização criminosa

Ao avaliar as provas reunidas durante a investigação e a instrução processual, a Justiça concluiu que os quatro réus faziam parte da organização criminosa e tiveram participação relevante na execução do estelionato eletrônico.

A sentença considerou que a relação entre os envolvidos não era eventual. Conforme a decisão, havia organização, estabilidade e divisão de tarefas, características que fundamentaram o reconhecimento da atuação de uma organização criminosa estruturada.

Além das penas de 8 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado, e dos 22 dias-multa para cada condenado, a Justiça estabeleceu R$ 1,27 milhão como valor mínimo para reparação dos danos em favor da instituição financeira lesada.

Investigação aponta estrutura maior

O caso envolvendo a médica é apontado como parte de uma estrutura criminosa mais ampla identificada durante o trabalho policial.

A análise do material apreendido e das comunicações entre os investigados indicou a existência de outras possíveis fraudes, empresas de fachada, negociação de CNPJs e mecanismos utilizados para movimentar e ocultar recursos.

A sentença também reconheceu a dimensão e o grau de organização do grupo, destacando que as evidências reunidas durante a investigação apontaram para uma atuação que não se limitava ao golpe de R$ 1,37 milhão contra a médica.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Fernandópolis, SP
Atualizado às 17h01
33°
Parcialmente nublado

Mín. 17° Máx. 33°

31° Sensação
1.92 km/h Vento
25% Umidade do ar
0% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (28/08)

Mín. 21° Máx. 39°

Tempo limpo
Sábado (29/08)

Mín. 24° Máx. 40°

Tempo limpo
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Ele1 - Criar site de notícias