O Raphus cucullatus era uma ave terrestre, de grande porte, com cerca de um metro de altura e pesando mais de dez quilos. Tinha uma peculiaridade: não sabia voar. A ausência de predadores nas ilhas onde viveu tirou do animal essa necessidade.
O Dodô não sabia o que era o medo, era dócil e confiante. Não via o homem como ameaça. Isso custou sua extinção: a partir de sua descoberta pelos colonizadores portugueses e holandeses, no século 16, em menos de 100 anos a ave desapareceu da face da terra.
Os marinheiros caçavam os bichos com facilidade. Animais como porcos, cães, gatos, macacos e até ratos que habitavam os navios comiam os ovos e os filhotes do Dodô. A extinção oficial data de 1681.
Agora, o Museu de Paleontologia de Fernandópolis “Professor Cristóvão Souza de Oliveira” presta uma homenagem ao animal: já está em exibição um vídeo sobre ele, tendo como pano de fundo a música do filme “Alice no País das Maravilhas”, que aliás tem um personagem inspirado na ave.
O museu também exibe um painel com o desenho do Dodô e uma réplica – ambos em tamanho natural. O público-alvo, como não poderia deixar de ser, são as crianças e adolescentes das escolas que visitam o lugar.
O painel foi desenhado pelo paleoartista Felipe Alves Elias e a réplica do esqueleto foi construída pelo também paleoartista Deverson Pepi. O curador do Museu de Paleontologia de Fernandópolis é o Professor Carlos Eduardo Maia de Oliveira, o “Professor Cadu”.
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