
Durante a solenidade, o reitor Burov Volodmir Anatolievit abordou o alto nível da diplomacia educacional e também agradeceu a participação ativa dos convidados em atividades que ajudam a “construir pontes fortes entre povos e culturas”. O encontro contou com a presença da vice-reitora Kseniya Smyrnova e do Embaixador do Brasil na Ucrânia, Rafael de Melo Vidal, reunindo representantes do corpo diplomático e da comunidade acadêmica universitária para debater como a educação e a ciência moldam a diplomacia moderna e fortalecem os laços internacionais. Representantes da Argentina, Portugal, México, Espanha, Índia e República Sul-Africana, Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia e Escritório das Nações Unidas do Alto Comissariado para os Refugiados (Acnur) prestigiaram o evento.
O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, professor Aldo Nelson Bona, participou remotamente, com um vídeo dedicado ao cerimonial do evento, em que abordou o Programa de Acolhida a Cientistas Ucranianos . No encerramento da fala, fez votos por um fim à Guerra. “Eu desejo fortemente que este conflito vivido pela Ucrânia com a injusta agressão da Rússia possa terminar com brevidade, para que a vida volte à normalidade nesse país tão importante, tão forte culturalmente e economicamente, que tem estreitos laços de cooperação com o Brasil”, dedicou.
O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, afirmou que, a partir do Programa e do documentário, tanto a ciência brasileira quanto a ucraniana tiveram ganhos no campo do conhecimento, mas que o maior deles foi em termos de desenvolvimento humanitário e aproximação entre universidades. “A nossa Universidade Estadual de Ponta Grossa foi convocada a realizar este belo e importante trabalho. Registramos o dia a dia dos pesquisadores ucranianos e a forma como eles e suas famílias foram recepcionados por instituições de ensino superior do Paraná”. Sanches Neto afirmou estar imensamente comovido em poder levar ao público local a história de como os seus conterrâneos perseveraram nas suas pesquisas num lugar tão distante da Ucrânia. “Aqui eles encontraram uma nova casa e uma grande família”.
Para a professora Eliane Segatti Rios, coordenadora geral do Programa e assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, a natureza de fluxo contínuo do Programa reforça o compromisso com a iniciativa e garante a continuidade da parceria. “Estamos avançando no desenvolvimento de projetos estratégicos de cooperação científica, acadêmica e institucional entre o Brasil e a Ucrânia. É uma parceria baseada em leis humanitárias e seus eixos integradores, que conectam áreas essenciais como ciência, inovação, saúde, agronomia, educação e desenvolvimento institucional”, pensa.
Palestra

Resultados
Na avaliação dos organizadores, o encontro foi mais um passo para o desenvolvimento do diálogo ucraniano-brasileiro em educação e ciência. Para eles, o documentário “Família” conta sobre o apoio dos cientistas ucranianos no Brasil e o poder da solidariedade internacional em tempos de guerra. Após a sessão, os participantes discutiram novas formas de cooperação e agradeceram ao povo brasileiro pelo apoio à Ucrânia.
Documentário
Profissionais que integraram a equipe de produção do documentário, Luciane Navarro, Jéssica Natal, Fábio Ansolin e William Clarindo, também gravaram mensagem para o público ucraniano, que foi exibida durante o evento. O trabalho deles no filme Rodyna foi desenvolvido durante três anos, para contar a história de 22 professores ucranianos e suas famílias, recebidos nas instituições de ensino superior do Paraná. O documentário está disponível no Youtube da UEPG.
Texto: Luciane Navarro Fotos: Universidade Taras Shevchenko 










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