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Economia Negócios

Maquinário eficiente contribui para demolição sustentável

A demolição sustentável reduz resíduos, consumo de combustível e emissões por meio de planejamento, triagem de materiais e equipamentos eficientes.

06/08/2026 16h16
Por: Postagem Fonte: Agência Dino

A construção civil, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento urbano e é um dos setores que mais gera empregos no país, também figura entre os maiores geradores de impacto ambiental do planeta. O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) estima que o setor consome 20% da água das cidades, 75% dos recursos naturais e gera 80 milhões de toneladas de resíduos por ano, enquanto a Agência Internacional de Energia (IEA) atribui à construção civil a liberação de 39% dos gases de efeito estufa lançados na atmosfera globalmente. Em escala nacional, esse é um dos setores que mais consomem recursos naturais e energéticos, causando grandes impactos ambientais nos centros urbanos.

Nesse cenário, a fase de demolição demonstra ser uma das mais poluentes, gerando resíduos que costumam ser descartados de maneira irregular, causando impactos ambientais e sociais significativos. Um estudo conduzido no bairro Alto Bom Jesus, em Serra Talhada (PE), pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, identificou entre os principais efeitos dessa inadequação a contaminação química e biológica do solo e da água, a alteração da qualidade do ar pela presença de poeira e gases e o surgimento de vetores de doenças, além da degradação da paisagem e outras consequências. Agravando ainda mais o cenário, constatou-se que métodos de desmonte tradicionais normalmente geram poluição severa e produzem resíduos que, na maior parte das vezes, não retornam ao ciclo de uso.

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Mateus K. Leite, engenheiro mecânico da Bristol, explica que "a demolição sustentável depende de planejamento, da escolha correta da tecnologia e da forma como o material será reaproveitado. Um aspecto importante é investir na triagem dos resíduos ainda no canteiro de obras. Quando o concreto, metais, madeira e outros materiais são separados durante a demolição, aumenta-se significativamente o potencial de reciclagem e reduz-se o volume de resíduos destinados a aterros. Além de ser uma prática ambientalmente mais responsável, contribui para uma gestão mais eficiente da obra."

O engenheiro apresenta ainda mais uma forma de lidar com o problema: "ao utilizarmos implementos hidráulicos acoplados a escavadeiras e outras máquinas, conseguimos aproveitar a própria potência hidráulica do equipamento-base, evitando a necessidade de motores auxiliares. Isso representa menor consumo de combustível e uma redução indireta nas emissões de CO₂ durante a operação. Também observamos que uma demolição mais precisa reduz de maneira expressiva a dispersão de poeira, vibrações e impactos nas áreas vizinhas, fatores cada vez mais considerados em obras urbanas e projetos que seguem critérios ambientais."

Além disso, Leite explica que o uso de um martelo hidráulico de alta eficiência energética e precisão permite intervenções mais controladas. "O uso do equipamento adequado reduz a produção de resíduos desnecessários, diminui o retrabalho e facilita a separação dos materiais para reciclagem."

A Bristol, indústria brasileira de perfuratrizes, brocas, martelos hidráulicos e implementos para motosserra, desenvolve e fornece soluções para o setor da engenharia civil, como construção e demolição. "Buscamos desenvolver equipamentos robustos, duráveis e de baixa necessidade de manutenção. Quanto maior a vida útil de um implemento e menor a necessidade de substituições, menor também o impacto ambiental associado à fabricação, transporte e descarte de componentes.", afirma o engenheiro.

O caminho para uma construção civil mais sustentável passa, necessariamente, por repensar etapas que ao longo da história receberam pouca atenção, como a demolição, aponta o engenheiro. Mudanças, desde a escolha do equipamento até o fim do planejamento, podem gerar reduções consideráveis no volume de resíduos, no consumo de combustível e nos impactos sobre as áreas urbanas ao redor. Nas palavras de Leite, "para empresas do setor, investir em equipamentos e processos que reduzam o consumo de energia e o volume de descarte não é apenas uma resposta às exigências regulatórias cada vez mais rígidas, mas também uma forma de agregar valor competitivo aos projetos."

Para mais informações, basta acessar: https://www.bristol.ind.br/

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