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Treino de força vira aliado da longevidade

Pesquisas reforçam efeitos que vão da melhora da composição corporal à redução do risco de doenças, impulsionando uma nova cultura dentro das acade...

13/08/2026 12h41
Por: Postagem Fonte: Agência Dino
Divulgação Cia Athletica
Divulgação Cia Athletica

Por muito tempo, a esteira foi vista como a principal aliada de quem queria emagrecer. Hoje, esse cenário mudou. Impulsionada por novas evidências científicas e por uma mudança de comportamento entre praticantes de atividade física, a musculação deixou de ser associada apenas ao ganho de músculos para ocupar um papel central em programas voltados ao emagrecimento, à saúde metabólica e ao envelhecimento saudável. O resultado é uma geração que entende que o cardio continua importante, mas que o treino de força pode ser decisivo para transformar a composição corporal e manter os resultados no longo prazo.

"Ainda existe a ideia de que emagrecer depende apenas de fazer muito exercício aeróbico, mas hoje sabemos que a musculação tem um papel fundamental nesse processo. Ela preserva a massa muscular durante o emagrecimento, melhora a composição corporal, aumenta o gasto energético ao longo do dia e contribui para que os resultados sejam mais duradouros", afirma Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica.

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Os benefícios, porém, vão além da balança. Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine analisou dados de 147.374 homens e mulheres, acompanhados por até 30 anos, e concluiu que pessoas que praticavam entre 90 e 119 minutos de musculação por semana apresentaram 13% menos risco de morte por qualquer causa, além de redução de 19% na mortalidade por doenças cardiovasculares e de 27% por doenças neurológicas, em comparação com quem não realizava treinamento de força. A pesquisa também mostrou que os maiores benefícios ocorreram entre aqueles que combinavam musculação e exercícios aeróbicos, reforçando que as modalidades são complementares, e não concorrentes.

Na prática, isso ajuda a explicar por que a musculação passou a ser considerada uma das principais ferramentas para o emagrecimento sustentável. Ao contrário do que muitos imaginam, perder peso e perder gordura não são a mesma coisa. Enquanto dietas muito restritivas ou excesso de exercícios aeróbicos podem reduzir também a massa muscular, o treino de força ajuda a preservar essa musculatura durante o déficit calórico, favorecendo um metabolismo mais ativo e uma redução de gordura mais consistente.

"O foco não deve ser apenas emagrecer, mas melhorar a composição corporal. Muitas pessoas ficam frustradas porque o peso não muda tanto quanto esperavam, quando, na verdade, estão ganhando massa muscular e reduzindo gordura. É uma mudança muito mais importante para a saúde do que simplesmente perder quilos", explica Ferreira.

Outra transformação importante envolve a forma de treinar. A ideia de que sessões longas são sinônimo de melhores resultados vem perdendo espaço para protocolos mais inteligentes e individualizados. Estudos mostram que sessões entre 45 e 60 minutos, realizadas com intensidade adequada e boa execução técnica, costumam ser suficientes para promover ganhos de força, hipertrofia e emagrecimento. A partir desse tempo, especialmente quando não há planejamento, o aumento da fadiga pode comprometer a recuperação muscular e reduzir a eficiência do treino.

Segundo Ferreira, a qualidade sempre supera a quantidade. "Não existe treino ideal para todo mundo. O melhor programa é aquele construído a partir da avaliação física, considerando objetivos, histórico, limitações e evolução de cada aluno. Quando o treinamento é individualizado, cada exercício passa a ter um propósito; o risco de lesões diminui e os resultados aparecem com muito mais consistência."

Embora a musculação ocupe hoje um lugar de destaque, isso não significa que o cardio tenha perdido importância. Caminhada, corrida, bicicleta, natação e outras atividades continuam sendo fundamentais para o condicionamento cardiovascular e a saúde do coração. A diferença é que a recomendação atual dos especialistas é abandonar a ideia de disputa entre modalidades.

"O cardio e a musculação cumprem papéis diferentes. O exercício aeróbico melhora a capacidade cardiorrespiratória e aumenta o gasto calórico durante a atividade. Já a musculação fortalece o corpo, preserva a massa magra e mantém o metabolismo mais ativo ao longo do dia. Quando os dois são combinados de forma estratégica, como por exemplo nas nossas aulas de Hyrox, os benefícios são potencializados", conclui o gerente técnico da Cia Athletica.

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