Em 2024, escolas públicas de todo o Brasil registram altas taxas de evasão, falta de vagas e infraestrutura tecnológica insuficiente. O empresário do setor educacional Jailson Ferreira da Silva afirma que a inserção de robôs humanoides e kits de robótica nas salas de aula poderia contribuir para a melhoria desses indicadores.
Os robôs humanoides são máquinas programáveis capazes de falar, movimentar‑se e responder a perguntas; os kits de robótica permitem que estudantes montem e programem dispositivos mecânicos. Segundo Ferreira da Silva, essas ferramentas despertam curiosidade, facilitam a prática de conceitos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática e podem ser configuradas para atender às necessidades de alunos com deficiência.
Entre os benefícios apontados, destaca‑se o estímulo ao raciocínio lógico, pois a interação com robôs exige a solução de problemas estruturados. A inclusão também pode ser ampliada, já que os sistemas podem ser adaptados para diferentes perfis de aprendizagem. A personalização do ritmo de ensino e o aumento do engajamento são citados como fatores que podem reduzir a evasão escolar.
O empresário compara a situação brasileira com a da China, onde o governo investe em laboratórios de robótica, formação de professores e na presença de humanoides em salas de aula. Ele relata que, nesse contexto, os estudantes chineses apresentam desempenho superior em avaliações internacionais de ciência e matemática.
No Brasil, a maioria das escolas públicas ainda carece de computadores e acesso à internet, dificultando a implementação de projetos de robótica educacional. A ausência de políticas públicas específicas para a tecnologia educacional aumenta a distância em relação a países que já adotam essas soluções.
Para mudar esse cenário, Ferreira da Silva propõe quatro linhas de ação: (i) destinar recursos para a aquisição de kits de robótica e robôs humanoides; (ii) promover a formação continuada de docentes em metodologias digitais; (iii) estabelecer parcerias entre escolas, universidades e empresas do setor tecnológico; e (iv) criar projetos‑piloto em escolas selecionadas antes de ampliar a iniciativa nacionalmente.
A adoção dessas medidas dependerá de decisões governamentais e do engajamento da iniciativa privada, conforme enfatizado pelo entrevistado. O objetivo central é garantir que estudantes da rede pública tenham acesso a recursos que os preparem para as demandas do século XXI.
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