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Dia Nacional de Prevenção à Obesidade: 7 sinais de alerta

Celebrado em 11 de outubro, o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade chama a atenção para a importância de reconhecer o problema antes do aparecimento de complicações.

29/09/2026 16h57
Por: Postagem Fonte: Agência Dino
Imagem Ilustrativa gerada com IA (ChatGPT)
Imagem Ilustrativa gerada com IA (ChatGPT)

O ganho progressivo de peso, o aumento da circunferência abdominal e o efeito sanfona muitas vezes são encarados apenas como questões estéticas. No entanto, esses sinais podem indicar o desenvolvimento da obesidade, uma doença crônica e multifatorial que aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono, dores articulares e perda de mobilidade.

Celebrado em 11 de outubro, o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade chama a atenção para a importância de reconhecer o problema antes do aparecimento de complicações. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE, 25,9% dos adultos brasileiros viviam com obesidade, o equivalente a aproximadamente 41,2 milhões de pessoas. O excesso de peso atingia 60,3% da população adulta.

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"A prevenção não deve começar somente quando a obesidade já comprometeu a saúde ou a qualidade de vida. Quanto mais cedo identificamos uma trajetória contínua de ganho de peso e suas causas, maiores são as possibilidades de intervir de maneira segura e evitar complicações", afirma o Dr. Joaquim Menezes, médico especialista em emagrecimento e longevidade e fundador do Instituto Evollution, em Alphaville.

Com a experiência de quem já enfrentou pessoalmente a obesidade, chegando a pesar 137,8 quilos, e acompanhou mais de 2 mil pacientes em tratamentos com medicamentos da classe dos GLP-1, o médico destaca sete sinais que indicam a necessidade de uma avaliação especializada.

O peso continua aumentando ao longo dos meses

Oscilações pontuais podem acontecer, mas o ganho contínuo, mesmo que lento, merece atenção. De acordo com o Dr. Joaquim, esperar que o problema se resolva espontaneamente pode permitir que alterações metabólicas avancem silenciosamente.

"Não é necessário aguardar um grande aumento de peso para buscar ajuda. Ganhar dois ou três quilos repetidamente, ano após ano, pode representar uma mudança importante na composição corporal e no risco metabólico", explica.

A circunferência abdominal aumentou

Mais do que o número indicado pela balança, o acúmulo de gordura na região abdominal pode estar associado a maior risco de resistência à insulina, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Roupas que deixam de servir ou o aumento progressivo da cintura são sinais simples que não devem ser ignorados.

"O peso isoladamente não conta toda a história. Duas pessoas com o mesmo peso podem apresentar quantidades muito diferentes de gordura visceral e massa muscular. Por isso, a avaliação precisa ir além do IMC", afirma o médico.

A fome parece difícil de controlar

Fome persistente, dificuldade para perceber a saciedade, episódios de ingestão exagerada e pensamentos frequentes sobre comida podem indicar alterações nos mecanismos que regulam o apetite. Esses sintomas não devem ser interpretados automaticamente como falta de disciplina.

"A regulação da fome envolve hormônios, cérebro, sono, estado emocional, ambiente e diversos outros fatores. Culpar o paciente tende a aumentar a frustração e não ajuda a tratar as causas do problema", ressalta.

Surgiram cansaço excessivo, ronco ou sono não reparador

Acordar cansado, apresentar sonolência durante o dia, roncar intensamente ou ter pausas respiratórias durante o sono são sinais que podem estar relacionados à apneia obstrutiva do sono, condição frequentemente associada à obesidade.

Dormir mal também pode interferir nos hormônios ligados à fome e à saciedade, contribuindo para um ciclo de cansaço, menor disposição para atividades físicas e maior dificuldade para controlar o peso.

Os exames começaram a apresentar alterações

Elevação da glicemia, resistência à insulina, aumento dos triglicerídeos, alterações no colesterol, gordura no fígado e pressão arterial elevada podem surgir antes de sintomas evidentes.

"Muitas pessoas se sentem bem e acreditam que o excesso de peso ainda não trouxe consequências. Os exames, porém, podem revelar que o organismo já está sob sobrecarga metabólica. Esse é um momento importante para intervir", observa o Dr. Joaquim.

Dores e limitações passaram a atrapalhar a rotina

Falta de fôlego em atividades habituais, dificuldade para subir escadas, dores nos joelhos e nas costas ou redução da mobilidade indicam que o peso pode estar afetando a capacidade funcional. A perda de condicionamento também favorece o sedentarismo e dificulta ainda mais a recuperação.

Segundo o especialista, o tratamento deve buscar não apenas a redução de gordura, mas também a preservação ou recuperação da massa muscular, essencial para a mobilidade, a autonomia e a saúde metabólica.

O efeito sanfona tornou-se frequente

Perder peso com dietas muito restritivas e recuperá-lo pouco tempo depois não representa apenas falta de força de vontade. A obesidade é uma condição crônica e pode exigir acompanhamento prolongado, com ajustes na alimentação, atividade física, sono, saúde emocional e, quando houver indicação, tratamento medicamentoso.

"Se a pessoa consegue emagrecer, mas não sustenta os resultados, isso não significa necessariamente que ela falhou. Pode significar que a estratégia não considerou os mecanismos biológicos envolvidos na recuperação do peso nem ofereceu suporte para a manutenção", explica o médico.

Tratamento deve ser individualizado

O avanço dos medicamentos da classe dos GLP-1 mudou o tratamento da obesidade e ampliou as possibilidades para pacientes com indicação clínica. Entretanto, o Dr. Joaquim alerta que essas medicações não devem ser utilizadas por conta própria ou tratadas como uma solução isolada.

"A medicação pode ser uma ferramenta muito importante, mas precisa fazer parte de um plano individualizado. É necessário avaliar histórico de saúde, composição corporal, exames, hábitos, contraindicações e possíveis efeitos adversos. Também é fundamental acompanhar a ingestão de proteínas e estimular exercícios de força para reduzir o risco de perda muscular durante o emagrecimento", explica.

Para o especialista, o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade também deve servir para combater o preconceito que ainda cerca a doença.

"Durante muito tempo, a pessoa com obesidade foi responsabilizada integralmente por sua condição. Prevenir também significa oferecer informação, acolhimento e acesso a tratamento baseado em ciência, sem julgamentos", conclui.

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