A deputada estadual Dra. Taissa Sousa (Podemos) expressou preocupação com a suspensão das novas contratações das linhas de crédito rural do Plano Safra 2024/2025, medida que entrou em vigor na última sexta-feira (21). Embora o governo federal tenha sinalizado a possibilidade de reverter a decisão com a abertura de um crédito extraordinário de R$ 4 bilhões, a medida, caso permaneça, pode afetar diretamente o setor agrícola e impactar negativamente a economia, especialmente em Rondônia.
“Entendemos que a suspensão das linhas de crédito rural traz desafios para o setor produtivo, que é um dos pilares da nossa economia. Sabemos que no campo é gerado o que movimenta a maior parte da economia de Rondônia, e é ali que está a produção de alimentos essenciais para as famílias brasileiras. Essa situação exige atenção e um olhar cuidadoso para não prejudicar ainda mais a população, especialmente em tempos de instabilidade econômica”, destacou Dra. Taissa Sousa.
A decisão, se mantida, pode represar até R$ 36 bilhões de recursos ainda disponíveis nos bancos e cooperativas, afetando a continuidade das atividades agrícolas e prejudicando a estabilidade da economia rural. A medida também pode ter efeitos indiretos, como o aumento da taxa Selic, que já subiu de 10,50% em julho de 2024 para 13,25% no início deste ano.
“A produção de alimentos não pode parar. A suspensão dessas linhas de crédito impacta diretamente a vida de quem trabalha no campo, e com isso, atinge também a mesa de milhões de brasileiros. A nossa preocupação é com o bem-estar da população e com o futuro da agricultura em Rondônia. Vamos continuar buscando soluções para que o setor tenha os recursos necessários para seguir em frente”, afirmou a deputada.
A suspensão das linhas de crédito rural terá um impacto significativo em Rondônia, especialmente considerando a importância do setor agrícola para a economia do estado, e a falta de recursos disponíveis para os produtores pode comprometer a continuidade das atividades agrícolas, prejudicando diretamente a oferta de alimentos e a estabilidade econômica das famílias rurais, além de gerar reflexos negativos em toda a cadeia produtiva do estado.
Texto: Rosa Rodrigues / Jornalista
Foto: Antônio Lucas | Secom ALE/RO
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