A partir de maio deste ano, o Estado de São Paulo contará com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC) , que vai agilizar respostas em casos de febre aftosa no rebanho. Com isso, os pecuaristas paulistas normalizam mais rapidamente as relações comerciais e atenuam impactos econômicos.
São Paulo não apresenta casos de febre aftosa há 30 anos. Ainda assim, é preciso manter o status de livre da doença sem vacinação – apenas com vigilância – para acessar mercados de ponta como Japão e Coreia do Sul.
“A criação do Fundesa-PEC representa um passo estratégico para fortalecer o sistema de defesa sanitária de São Paulo. Estamos estruturando um mecanismo que protege o produtor, garante capacidade de resposta rápida diante de emergências e reforça a credibilidade da carne paulista nos mercados mais exigentes do mundo. A sanidade animal é um ativo econômico fundamental para a competitividade do agro paulista”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
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A vacinação contra febre aftosa está suspensa desde 2024 em São Paulo, medida que integra uma estratégia nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Nesse contexto, o Fundesa-PEC surge para garantir uma resposta rápida ao pecuarista em caso de surto da doença.
“O fundo garante que o produtor notifique rapidamente qualquer suspeita de reintrodução da doença. Quanto mais rápido essa notificação ocorrer, mais rápidas serão as ações da Defesa Agropecuária. Assim, o foco pode ser contido mais cedo e o status de área livre sem vacinação pode ser retomado mais rapidamente”, explica Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária.
Com isso, o impacto sobre o volume de exportações é reduzido e diminuem os riscos de o pecuarista perder mercados. “Sabemos que a febre aftosa pode causar a eliminação do rebanho. Para que o produtor não fique no prejuízo, foi criado esse fundo, que garante ao produtor a indenização caso isso aconteça”, diz Barrochelo.
Com o Fundesa-PEC, o pecuarista é ressarcido pelo valor do rebanho. Assim, o Fundesa-PEC protege o patrimônio pecuário e evita colapsos financeiros em propriedades afetadas.
A contribuição ao Fundesa-PEC é calculada com base no número de bovídeos declarados pelos produtores durante a atualização do rebanho, realizada em maio e novembro. O valor é estimado em cerca de R$ 1,06 por animal em 2026. O fundo fortalece o sistema de sanidade animal e ajuda a manter São Paulo como área livre de febre aftosa sem vacinação, condição importante para o acesso da carne paulista a mercados internacionais.
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