As condições climáticas mais rigorosas em Campo Grande têm levado as equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), a intensificar as ações junto à população em situação de rua.
Com o aumento das chuvas e a queda nas temperaturas, cresce também a demanda por atendimentos e chamados feitos pela população por meio dos telefones disponibilizados pelo serviço. As equipes atuam de forma contínua, ampliando as abordagens e o encaminhamento para unidades de acolhimento.
Entre os atendidos está João Carlos Frutos de Souza, que vive em situação de rua há anos e procurou apoio durante um período de instabilidade climática. Ele foi encaminhado para uma das unidades de acolhimento, onde recebeu atendimento, alimentação e apoio para acesso a serviços de saúde e regularização de documentos. João também manifestou interesse em acompanhamento por meio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Segundo a superintendência da Proteção Social Especial da SAS, períodos de frio e chuva costumam elevar significativamente tanto as abordagens quanto a procura espontânea pelos serviços, além de aumentar a adesão ao acolhimento. Ainda assim, parte das pessoas atendidas opta por permanecer nas ruas, decisão que é respeitada pelas equipes.
Estrutura de atendimento
O município conta com uma rede estruturada para atender essa população. As ações são realizadas por equipes formadas por educadores sociais e psicólogos, que se revezam em plantões ao longo de toda a semana, com atendimento 24 horas.
Os usuários podem ser encaminhados para as Unidades de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFAs), a Casa de Passagem Resgate — voltada a migrantes e estrangeiros e a Casa de Apoio São Francisco. Nessas unidades, têm acesso a alimentação, higiene pessoal, dormitórios e atendimento psicossocial, além de orientação para emissão de documentos e inserção no mercado de trabalho.
Como funciona o atendimento
As equipes do Seas atuam tanto por meio de denúncias quanto em ações de busca ativa em diferentes pontos da cidade, especialmente na região central e em áreas de maior circulação.
Ao receber um chamado, os profissionais se deslocam até o local indicado para oferecer acolhimento e realizar o atendimento. Mesmo quando a pessoa não é localizada, a equipe retorna com uma resposta a quem acionou o serviço.
Nos casos de recusa, as equipes mantêm o acompanhamento e retornam aos locais com novas abordagens, reforçando o vínculo e a oferta de apoio. A decisão de não aceitar o acolhimento é um direito garantido pela Constituição Federal.
Para acionar o Seas, a população pode entrar em contato pelos telefones (67) 99660-6539 ou 99660-1469, disponíveis 24 horas.
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