O 1º Simpósio Multidisciplinar de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, promovido pela Prefeitura de Fernandópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reuniu profissionais de todos os setores da saúde da cidade no Teatro Municipal Merciol Viscardi.
O objetivo, segundo as coordenadoras do projeto, as enfermeiras Daniela Andrade e Damaris Aparecida Rodrigues, foi promover a integração entre os profissionais e ampliar o debate sobre as duas doenças que afetam mais de 22 mil pessoas em Fernandópolis.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que o município possui 6.410 pacientes diabéticos — sendo 985 deles atendidos com fornecimento de insulina pela Prefeitura — e 15.953 hipertensos. Estes números podem ser ainda maiores, pois muita gente tem as doenças e não sabe, por isso a importância de um exame preventivo em algum posto de saúde.
Na abertura do simpósio, o secretário municipal de Saúde, José Martins, ressaltou que ter em mãos os números de pacientes em diversos setores é essencial para que o município possa traçar políticas públicas eficientes de saúde e evitar a evolução das doenças.
É o caso do diabetes, que, segundo o secretário, precisa ser controlado para evitar problemas graves, como cegueira, complicações renais e até amputações. O mesmo acontece com a hipertensão: o controle adequado pode evitar infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Martins destacou ainda que, com as políticas públicas implantadas pelo prefeito João Paulo Cantarella, o objetivo é obter um raio x cada vez mais próximo da realidade sobre a quantidade de pacientes no município, possibilitando tratamento e acompanhamento adequados. Um pouco de descontração foi proporcionada pelos atores “Doutores da Alegria” que interagiu com o público.
A noite contou com a palestra inicial da cardiologista Diana Coreno de Oliveira, da Unidade Básica de Saúde do Rio Grande, onde também atua no atendimento primário. A médica explicou que a hipertensão arterial é caracterizada pelo “aumento na tensão” nas artérias do corpo e destacou que, após os 65 anos, a maioria dos idosos apresenta pressão alta, sendo os homens os mais afetados.
Segundo a médica, a hipertensão tem entre seus fatores causas genéticas, psicossociais e ambientais, além de ser uma das doenças que mais provocam mortes no mundo. Alimentação adequada, controle do estresse, controle do peso, prática de atividades físicas e evitar o fumo e o álcool estão entre as principais medidas preventivas.

Outros palestrantes que participaram do simpósio foram o cirurgião vascular e médico da Unidade Básica de Saúde do Uirapuru, Renato Baraldi, que abordou os impactos das doenças no aparelho circulatório, e a médica endocrinologista Milena Sampaio, da Unidade Básica de Saúde do Parque Universitário, que relatou sobre o diabetes no organismo e hábitos alimentares, além dos tratamentos necessários para o controle da doença.
Também participou do evento a enfermeira Estela Alves, responsável pelo tratamento das lesões em pacientes com pé diabéticos, que apresentou orientações aos profissionais de saúde presentes.
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